Origem

Inteligência Competitiva nas empresas tem suas origens nas práticas e conhecimentos da inteligência militar e governamental. Muitos dos pioneiros da comunidade de inteligência empresarial são originários de várias organizações governamentais e militares.

Em seus primórdios, e ainda hoje, mas com menor intensidade, a Inteligência Competitiva, muitas vezes, foi confundida com clandestinidade e espionagem. Mas, ao contrário do que muitos inicialmente entenderam, erroneamente, deve ser compreendida como um programa sistemático e ético para coletar, analisar e gerenciar informações externas que têm influência nos planos, decisões e operações de uma empresa (SCIP – Strategic and Competitive Intelligence Professionals).

Estudos comprovam que 95% das informações que as organizações necessitam obter são de livre acesso; ou seja, são informações disponíveis livremente pelos mais diversos meios, tais como relatórios de pesquisa, notícias divulgadas nos meios de comunicação, fornecedores, clientes e relatórios das demonstrações contábeis e financeiras divulgadas anualmente.

Distante das práticas censuráveis e não éticas de espionagem, os analistas de Inteligência Competitiva atualmente coletam, analisam e aplicam informações relativas aos concorrentes e ao ambiente geral dos negócios, de forma a inserir e/ou manter as organizações como líderes em competitividade.

Objetivos

O objetivo principal do processo de Inteligência Competitiva é disponibilizar inteligência ao tomador de decisão, gerando, recomendações com base em eventos futuros, e não somente mediante a compilação de informações que retratem uma situação do passado.

Com ênfase antecipativa, a Inteligência tem como base o monitoramento de todos os componentes do ambiente organizacional (econômico, ambiental, sociocultural, tecnológico, político e mercadológico), por meio da coleta, análise e disseminação de informações, de maneira a detectar as oportunidades e ameaças advindas deste, possibilitando ações que têm por finalidade a mitigação das ameaças e potencialização das oportunidades detectadas, garantindo a longevidade da organização por meio de uma posição competitiva distintiva. Tem como premissa ser um processo ético e legal.

A Inteligência Competitiva, de maneira a possibilitar que o processo de tomada de decisão se transforme em vantagem competitiva para a organização, deve fornecer condições para que esta seja: rápida, compreensiva a toda a organização, economicamente viável, reversível em caso de insucesso e embasada em fatos e dados.

Ciclo da Inteligência

As etapas tradicionais presentes no ciclo da Inteligência Competitiva devem ser entendidas da seguinte forma:

  1. Avaliação das necessidades – identificação das necessidades dos decisores quanto à disponibilização de inteligência para a tomada de decisão. É nessa primeira etapa que são definidos os KITs (Key Intelligence Topics), ou questões (tópicos) chaves de inteligência.
  2. Planejamento – nesta etapa, são definidas onde e de que forma serão buscadas e armazenadas as informações que servirão de matéria-prima para o processo de análise.
  3. Coleta de dados – nesta etapa, são coletadas todas as informações necessárias para subsidiar o processo de análise. O foco principal é a busca de informações alinhadas aos questionamentos constituintes dos tópicos-chaves de inteligência, ou seja, a relevância e o alinhamento da informação às questões chaves de inteligência, e não a quantidade de informações coletadas.
  4. Análise – nesta etapa, as informações coletadas serão analisadas, tendo como base um ferramental analítico consideravelmente robusto. O objetivo principal desta etapa é promover a geração de insights, relacionando as diversas variáveis e informações analisadas nos mais diversos contextos, gerando inteligência acionável.
  5. Recomendação – nesta etapa, apresenta-se aos tomadores de decisão o resultado do trabalho de inteligência, com o objetivo primordial e inalienável de dar suporte à tomada de decisão. Vale lembrar que o papel da Inteligência Competitiva é disponibilizar inteligência para a tomada de decisão, já a decisão a ser tomada (e se ela terá como base a inteligência disponibilizada ou não) é uma prerrogativa única e exclusiva do decisor.

Soluções Nous SenseMaking

  • Consultoria para implementação da função de Inteligência nas organizações
  • Consultoria para avaliação e melhoria nos processos de Inteligência nas organizações
  • Modelagem e operacionalização de Observatórios de Inteligência (Clusters, Entidades e Associações)
  • Perfil de Competidores
  • Early Warning
  • Análise estratégica para reposicionamento do negócio
  • Panoramas e análises setoriais
  • Tendências setoriais
  • Análise de concorrentes
  • Análise de atratividade
  • Monitoramento ambiente negócios
  • Panorama de investimentos
  • Análise e identificação de novos negócios
  • Market Overview
  • Cost breakdown analysis