Inteligência Competitiva em Arranjo Produtivos Locais: Uma Análise do Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí

Inteligência Competitiva em Arranjo Produtivos Locais

Autores

Brenner Lopes, Cristiana Fernandes De Muylder, Valéria Maria Martins Judice

Resumo

Em um contexto em que a competição, as inovações tecnológicas e a redução das distâncias tornaram o processo decisório e a disponibilidade de tempo nele envolvido um importante diferencial competitivo, de um lado, a informação passou a ser um dos principais ativos para as organizações.

De outro lado, constitui-se em desafio às organizações, estabelecer um processo de tomada de decisões mais racional e efetivo que permita condições reais de opção por alternativas decisórias mais adequadas, apesar de não ótimas, mas em tempo hábil, possibilitando-lhes condições para que consigam identificar as oportunidades presentes no seu ambiente de negócios e tirar delas o melhor proveito.

A Inteligência Competitiva (IC) se descortina, assim, como importante resposta a esse desafio. Este trabalho lança um olhar atento às empresas de pequeno porte inseridas em um formato de rede interorganizacional relativamente recente, que recebeu o nome de “Arranjo produtivo local” (APL).

O argumento no qual se baseia este artigo parte do entendimento de que toda a organização, ou conjunto de organizações localizadas em um território específico e com uma especialização setorial definida, como no caso dos arranjos produtivos locais, está inserido em um contexto caracterizado, de um lado, por seu macroambiente, composto por dimensões como ambiente legal, político, demográfico e cultural e que afetam transversalmente todas as organizações de um determinado setor econômico, e de outro, por seu microambiente, composto por dimensões como: concorrentes, clientes, produtos substitutos, órgãos reguladores e de fomento e entrantes potenciais.

Quanto ao método, foi realizada uma pesquisa de caráter quantitativo, do tipo survey. A população foi o APL do Vale da Eletrônica, constituído de 128 empresas. Os questionários foram aplicados junto aos gestores das empresas que integram o APL do Vale da Eletrônica. Conforme evidenciam os dados resultantes da pesquisa, entre as empresas do APL do Vale da Eletrônica existe interesse e/ou disponibilidade de compartilhamento de informações estratégicas e de inteligência relativo a todas as dimensões componentes do macro e do microambiente organizacional.

Pelo interesse e disponibilidade detectados pela pesquisa, é possível perceber que já existe um bom nível de troca de informações entre as empresas. Entendeu-se que existem atitudes e procedimentos cooperativos das organizações do Vale da Eletrônica, as quais, mesmo incipientes, já fazem parte da cultura das empresas do pólo.

Portanto, fica a clara visão de que no APL do Vale da Eletrônica é possível obter-se aumento da competitividade mediante a criação e manutenção de competências essenciais, tendo como um dos pilares fundamentais deste processo a disponibilização de inteligência, aumentando a efetividade de todo o processo decisório e mantendo, portanto, as organizações do pólo totalmente capazes de se manterem à frente dos atuais e futuros desafios.

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