Categoria que explica e aborda conceitos mais importantes da Inteligência Competitiva nas empresas.

Após inúmeras pesquisas em diversas fontes, a equipe da Nous SenseMaking ( www.noussm.com ), consultoria especializada em inteligência, estratégia e advanced data analytics conclui que o mercado Halal, é e será uma oportunidade para empresas que pretendem aumentar seu volume de negócios em exportação.

Com uma população 1,8 bilhão de mulçumanos em 2015 e projeção para 2,7 bilhões até 2050, o que representará 30% da população global, este mercado consome apenas alimentos e produtos industrializados de acordo com normas e procedimentos específicos, ditados pelas leis islâmicas.

Utilizando metodologia própria, a equipe de consultores da Nous SenseMaking, estudou os principais tipos de alimentos exportados pelo Brasil, estão concentrados em carnes e animais vivos, produtos de confeitaria (açúcares e derivados) e produtos derivados de sementes.

Arábia Saudita, Malásia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia e Egito são os principais destinos das exportações.

Segundo os consultores, no mercado Halal ainda há inúmeras oportunidades em outros setores como vestuário, mídia e lazer, produtos farmacêuticos, cosméticos dentre outros.

A Nous projeta um crescimento até 2021 de 63% em produtos alimentícios, 51% em vestuário e moda e 70% em produtos fármacos.

No Brasil, numa análise do total de exportações para o mercado Halal, em 2017, a região Centro-oeste foi líder em produtos de origem bovina, enquanto a região Sul liderou em exportação de aves e a região Sudeste liderou em exportações de produtos de confeitaria.

De acordo com a equipe Nous SenseMaking, a necessidade do selo que certifica a origem e o processamento dos produtos, aumentará a demanda por esse serviço, além disso a evolução do setor para os próximos anos resultará em um aumento das movimentações de M&A e diversas parcerias entre setores do agronegócio e alimentação.

O uso de tecnologias como blockchain, favorecerá ainda mais o monitoramento das origens, dando credibilidade ao mercado, concluíram.

 

 

 

 

Essa foi uma das constatações que a NOUS SenseMaking (https://noussm.com/), consultoria especializada em Inteligência Competitiva, Estratégia e Advanced Data Analytics, identificou ao realizar o levantamento e análise de dados das mais relevantes fontes de pesquisa sobre a produtividade de soja no Brasil.

Com metodologia própria a equipe de consultores da NOUS SenseMaking (https://noussm.com/), estudaram como a cadeia produtiva se organiza (de ponta a ponta), desde a produção dos insumos (fertilizantes, defensivos e outros), produção (regiões), originadores (armazéns e cooperativas), esmagadores (diversos fins), derivados, distribuição (atacado, varejo) até o consumo (interno e exportação), comparando e analisando sob diversos prismas, os elos da cadeia, seu impacto no mercado, os fatores determinantes no custo de produção, o papel do governo, linhas de financiamento e crédito, mão de obra e tendências para o setor.

Através do estudo, foi possível levantar que a produtividade média de soja no País foi de 3,19 ton/ha plantado, sendo o Sudeste a região com maior índice de produtividade 3,46 ton/ha.

As regiões Sul e Centro Oeste com 3,04 e 3,30 ton/ha respectivamente. O aumento na produtividade de soja se deve aos investimentos realizados ao longo da cadeia produtiva nos últimos anos, através dos programas de governo (Lei Kandir e diversos outros), na liberação de crédito por parte do governo através do BNDES e no crescimento das linhas de financiamento das multinacionais de agroquímicos, fertilizantes e sementes.

A equipe Nous SenseMaking (https://noussm.com/), refinou e analisou também o impactos no mercado trazidos pelos movimentos de M&A (fusões e aquisições). Na análise de alguns agregados, foi possível detectar que a massa salarial nas regiões Norte e Nordeste apresentaram maior média de crescimento 23,9%, enquanto a região Sul apresentou crescimento de 12,8%, a menor entre as regiões.

Essa diferença parece estar vinculada ao aumento do emprego da tecnologia nas lavouras da região Sul. Quanto aos postos de trabalho, a região Centro-Oeste concentra 56% da mão de obra da cadeia produtiva, com crescimento médio de 7,1%, enquanto nas regiões Sul e Sudeste o crescimento do número de empregados com carteira assinada no setor foi de 3,5% e 4,9% respectivamente.

Neste estudo, os consultores puderam avaliar e analisar que o uso de tecnologias e ferramentas como data analytics e big data deverá aumentar consideravelmente nos próximos anos, observando a necessidade de aumento da produtividade para o mercado de biodiesel, principalmente o mercado internacional (aumento do consumo de derivados de soja – bebidas, rações, etc.), e na redução dos custos de produção.

Atualmente a maior parte dos custos de produção são variáveis e estão concentrados em sementes, macro e micronutrientes e defensivos.

O uso de plataformas IoT (internet das coisas) e IA (inteligência artificial), conjuntamente com a tecnologia de blockchain, favorecerão a produtividade de soja e de outras culturas e permitirão maiores movimentações no mercado de fusões e aquisições, concluem os consultores.

Com essas informações é possível para o mercado prever quais áreas demandarão maiores esforços e se antecipar aos concorrentes. Para a Nous-SenseMaking (https://noussm.com), organizações que utiliza de informações, produzem Inteligência Competitiva.

Entender quem são e fazer uma análise da concorrência pode ser tarefa difícil, especialmente pela falta de prática em buscar essas informações. Afinal, não é uma tarefa que se faz com frequência. Em geral, faz-se quando está traçando ou atualizando um planejamento estratégico.

Com um mundo globalizado, tornou-se imperativo que as empresas não apenas acompanhem os concorrentes locais, mas também os globais. Uma empresa que fabrica e vende laços no Brasil está concorrendo diretamente com um concorrente chinês, por mais distante que estejam.

Além disso, o aumento da oferta de produtos e serviços permite que a substituição seja uma prática comum, em especial em empresas que trabalham com orçamento. O que for prioritário dentro da lista de investimento provavelmente será feito primeiro. Neste caso, cabe a cada empresa gerar urgência para seus produtos e serviços, por meio de técnicas de vendas.

Temos por exemplo uma empresa que precisa comprar veículos, que pode decidir por fazer o aluguel, caso o decisor seja convencido que essa é uma necessidade mais importante e interessante que a aquisição de ativos para a empresa.

Outro exemplo é uma empresa que precisa de uma análise de dados e decida por contratar uma consultoria ao invés de uma ferramenta de análise, pois nesse caso precisaria de contratar um profissional para análises avançadas. Enfim, não faltam exemplos.

Não é apenas por causa dos clientes que as organizações precisam fazer a análise da concorrência. As empresas precisam acompanhar também o que outras de ramos similares estão fazendo, para não perderem fornecedores e até mão de obra, já que os talentos das empresas são monitorados de perto por recrutadores em redes sociais como LinkedIn.

Com todas essas necessidades, não faltam motivos para fazer a análise da concorrência e o seu consecutivo acompanhamento. Antes de mais nada, é importante que você esteja familiarizado com os conceitos de KITs e KIQs, para que aproveite ao máximo esse nosso conteúdo.

Tendo isso absorvido, conheça abaixo como realizar na prática essa atividade.

Quais ferramentas utilizar para análise da concorrência?

Antes de começar uma análise da concorrência é importante saber quais ferramentas teremos à disposição. Isso faz toda diferença no resultado e no tempo que irá levar.

Citaremos aqui algumas pagas e outras gratuitas. As pagas agilizam o processo e dão acesso a informações que muito provavelmente não se teria de forma gratuita, por serem dados trabalhados e gerados por empresas.

1. EMIS

Plataforma de curadoria de dados e informações estratégicas, permite o acompanhamento de milhares de empresas de diversos setores da economia brasileira e mundial.

Além de apresentar o resultado financeiro de empresas que publicam seus balanços, ela também fornece análises financeiras para concessão de crédito, o que permite entender a saúde dos concorrentes de forma rápida.

screenshot EMIS - Análise da concorrência

Em conjunto com as análises das empresas, é possível ter acesso a milhares de relatórios de variados setores, podendo assim fundamentar decisões, entender movimentos e antecipar ações do mercado.

A empresa se baseia em 5 pilares de atuação, que são:

  1. Account Planning
  2. Monitoramento de Concorrentes
  3. Novos Negócios
  4. Identificar oportunidades em diversos setores
  5. Análise de crédito

É uma plataforma paga e acessível a empresas de todos os portes.

2. Plugar

Também uma plataforma, essa com foco em monitoramento de ambiente, é perfeita para acompanhar de perto os concorrentes dos mais variados setores.

Com a seleção dos concorrentes, é possível acompanhar as notícias relevantes do segmento de forma estruturada.

screenshot Plugar - Análise da concorrência

É bem útil também para auxiliar compradores no processo de acompanhamento da oscilação de preços e variações que influenciam a compra.

É uma plataforma paga e acessível a empresas de todos os portes.

3. Serasa Experian

Conhecida por sua análise de crédito, a Serasa Experian é uma interessante ferramenta para quem quer acompanhar a saúde financeira de seus clientes e concorrentes.

Saber o ritmo de protestos, o crédito concedido, tudo isso é importante para derivar insights, que podem ser confirmados pela busca de outras informações de mercado.

screenshot Serasa Experian - Análise da concorrência

Sendo assim, é uma excelente ferramenta para iniciar a análise de um concorrente e a partir dela expandir para outras áreas.

É uma plataforma paga e acessível a empresas de todos os portes.

4. Neoway

Plataforma agregadora de diversas soluções, entre elas análise de crédito, análise financeira, mapeamento de sócios, entre outros, propõem por meio do Big Data reunir diversas fontes para uma análise mais assertiva.

screenshot Neoway - Análise da concorrência

É uma ferramenta bastante visual e de fácil utilização, tendo uma curva de aprendizagem bem curta.

É uma plataforma paga e com foco em grandes empresas.

5. Google

Fazer análise da concorrência sem se aproveitar bem do que o Google tem a oferecer é realmente desperdiçar uma grande ferramenta.

Com a possibilidade de criar gatilhos a serem disparados diariamente quando um tópico é citado, o Google permite que se acompanhe qualquer assunto de qualquer empresa por meio do Google Alerts.

screenshot Google Alerts - Análise da concorrência

Além disso, certa proficiência na busca avançada permite encontrar textos que não ranqueiam nas primeiras páginas, mas que são relevantes para o contexto da análise da concorrência.

É uma ferramenta totalmente gratuita e pode ser o primeiro passo para a estruturação de um processo de monitoramento.

6. LinkedIn

Seu concorrente tem contratado muito? Qual o perfil dos profissionais que ele está contratando? Qual o perfil de mão de obra que ele possui alocada? Todas essas perguntas podem ser respondidas por meio do uso do LinkedIn.

Apesar de ser possível coletar certas informações de maneira gratuita, os perfis pagos são os que permitem maior acesso a dados e graus de conexão mais distantes. Isso quer dizer que você não precisa estar próximo da rede de alguém para visualizar seu perfil.

screenshot LinkedIn - Análise da concorrência

Além disso, o LinkedIn tem se tornado um grande portal para anúncio de novas vagas, o que agrega ainda mais informações sobre a gestão de capital humano nas organizações concorrentes.

Como já dito, é interessante que se pague para ter acesso a mais informações e o uso é adequado a todas as empresas, com maior eficiência para as médias e grandes, pelo uso mais frequente da rede dos profissionais das mesmas.

7. SEMRush

Ferramenta utilizada para marketing digital, é extremamente útil para descobrir qual a estratégia digital de seus concorrentes, por meio da descoberta e acompanhamento de palavras chave.

screenshot SEMrush - Análise da concorrência

Além disso, é possível saber qual o tráfego orgânico e pago estimado para cada site concorrente, podendo assim estimar quanto uma determinada empresa converte em venda do total de visitas que recebe.

É uma ferramenta paga e acessível a empresas de todos tamanhos.

8. Moz Bar

Ferramenta também utilizada para marketing digital, para indicar o peso de um domínio na internet. Alguns fatores que indicam o peso de um domínio são:

  • Citações da marca na internet
  • Links diretos para o site
  • Tráfego orgânico

Ou seja, ao peso do domínio ser alto (ele varia de 1 a 100), você poderá estimar dentre diversos sites, quais possui maior autoridade na internet e consequentemente mais tráfego. Possivelmente aquele que possui mais tráfego também vende mais e por aí vai.

screenshot MozBar - Análise da concorrência

É possível fazer diversas suposições em cima dessas informações.

A ferramenta é gratuita e está disponível para o Google Chrome.

9. SimilarWeb

Ferramenta que mensura o tráfego de diversos sites, indicando quanto de acesso cada um teve, com um aproximação bem próxima da realidade.

Além disso, é possível acompanhar o desempenho e presença digital dos concorrentes dentro da plataforma.

screenshot SimilarWeb - Análise da concorrência

A empresa também disponibiliza gratuitamente uma extensão para ser instalada no navegador, onde com um clique ela lhe diz qual a estimativa de tráfego e outras métricas de marketing de cada site.

A ferramenta é paga e é acessível para média e grandes empresas.

10. Google Trends

Ferramenta que mede o número de buscas de um termo por um determinado período de tempo e que pode ser comparada com outros termos.

É possível fazer ajustes para entender as buscas em regiões geográficas específicas, muito útil para entender o quão a busca por uma empresa aumentou (ou não) no estado de São Paulo, por exemplo.

screenshot Google Trends - Análise da concorrência

A ferramenta é gratuita e fornece alguns insights prontos, dependendo do assunto.

Análise de concorrentes: exemplo sem custo

Considerando que sua empresa está iniciando um processo de monitoramento, vamos citar um passo a passo apenas utilizando o Google Search e Google Alerts, para a análise da concorrência do setor de mineração de criptomoedas.

1. Definir as palavras chave a serem monitoradas

Com conhecimentos básicos sobre o setor, podemos começar a selecionar algumas palavras chave. Selecionamos aquelas que consideramos mais relevantes para acompanharmos as notícias, em português (em inglês também se dominar), mais genéricas:

  1. Criptomoedas
  2. Bitcoin
  3. Dash
  4. Mineração
  5. Ethereum
  6. Blockchain

2. Buscar por concorrentes no Google Search

Abra a aba anônima do seu navegador para que as pesquisas anteriores não atrapalhem na busca por concorrentes.

Comece a buscar por todas as palavras chave rastreadas acima e note as empresas que pagam anúncios no Google AdWords.

screenshot Google Search - Análise da concorrência

Crie uma planilha com as URLs das empresas que encontrar nos anúncios pagos e no resultado orgânico.

Faça busca por palavras chave similares e de cauda longa, por exemplo: “criptomoedas como comprar”. Realize esse processo até que encontre o número desejável de empresas e alimente a planilha.

Inclua as empresas encontradas no Google Alerts, para receber notificação quando o nome delas for publicado na rede.

3. Visite o site e assine as newsletters

Ao finalizar o processo de mapeamento com as palavras chave, entre no site de cada empresa e faça uma análise das ofertas, metodologia de trabalho, etc., e faça anotações na planilha, do que for mais relevante. Não deixe de incluir o valor do Moz Bar e do SimilarWeb.

Antes de sair de cada página, assine a newsletter de cada empresa para acompanhar de perto o que cada uma publica para seus clientes.

4. Acessar o perfil do LinkedIn e outras mídias sociais de relevância

Após ter assinado a newsletter dos concorrentes, acesse o LinkedIn de cada empresa e procure o perfil dos profissionais que trabalham nela. Faça anotações das fortalezas e fraquezas de cada empresa, baseando-se nas experiências e competências de cada membro da equipe.

Boas empresas são compostas por boas equipes, portanto as mais fortes provavelmente serão as que você deverá acompanhar de mais perto a movimentação.

Também visite as outras mídias sociais que sejam relevantes para seu segmento.

5. Refaça o ciclo a cada mês para cada setor acompanhado

Refaça o processo, analisando site a site de cada concorrente a cada mês. Sempre acompanhe o material enviado para você pelo Google Alerts e pelas newsletters, fazendo anotações do que for mais pertinente para sua empresa.

Boas práticas na análise da concorrência

Além de estruturar um processo básico de Inteligência Competitiva e análise da concorrência, você deve seguir algumas boas práticas para que esses esforços não sejam em vão. Citamos abaixo algumas boas práticas a serem adotadas quando se monitora concorrentes:

1. Comparecer a eventos e treinamentos

Vai acontecer um evento ou um treinamento importante no segmento que você está mapeando? Tenha certeza que alguém de sua equipe, capacitado e consciente dos KITs e KIQs da organização, participe.

Nesses eventos sua equipe poderá coletar informações sobre o que as empresas estão fazendo e o que planejam fazer. Como em geral os eventos são de autopromoção, muita informação valiosa acaba sendo revelada para o público.

2. Conversar com pessoas chave

Ainda dentro da lógica dos eventos e treinamentos, converse com pessoas influentes da área. Faça contatos e faça as perguntas corretas.

Boas práticas na análise de concorrentes - Análise da concorrência

Também é válido se conectar com pessoas pelo LinkedIn para acompanhar as movimentações das empresas e conversar sobre assuntos que interessam ao seu levantamento de informações.

3. Ler sobre o segmento

Além das leituras das notícias e novidades de cada concorrente, é de extrema importância que você se aprofunde no assunto de maneira geral, por meio de livros e cursos.

Aumentar o grau de profundidade do seu conhecimento garantirá que você faça melhores cruzamentos de informações, gerando melhores insights para sua empresa.

Sem contar que isso irá fazer com que você melhore sua estratégia de mapeamento, seus KITs e KIQs, pois fará melhores perguntas dentro do processo de Inteligência.

4. Se atentar às tendências globais

Esteja em constante leitura, mesmo que dinâmica. Mapeie 10 segmentos que podem impactar sua indústria (utilizando o passo a passo do Google Alerts) e acompanhe as notícias.

O Blockchain, por exemplo, nasceu com uma finalidade financeira e está impactando os cartórios. Apenas um profissional que está atento às tendências globais pode estimar uma aplicação de novas tecnologias em um contexto totalmente diferente.

5. Ter a prática de realizar anotações

Anotar as observações de forma sistemática e datada é importante para manter registro dos insights e evolução dos concorrentes ao longo do tempo. Pode-se fazer isso em planilhas ou em aplicações como o Evernote.

Além disso, ao anotar você poderá compartilhar com outros membros da equipe as informações que teve acesso. Isso ajudará na construção de um dossiê dos principais concorrentes.

Gerir o conhecimento é tão importante quanto sua criação.

Capacitação em análise da concorrência

Demonstramos acima um exemplo prático, funcional e que agrega valor a qualquer empresa, em especial as que não possuem um processo formalizado de análise da concorrência.

Contanto muitas empresas estão dispostas a investir uma determinada quantia para acompanhar seus concorrentes de maneira mais próxima.

A dificuldade em encontrar profissionais de Inteligência Competitiva com experiência na área é grande, além da existente confusão do mercado quanto aos perfis profissionais e as entregas de cada.

Treinamento - Análise da concorrência

Por esse motivo a capacitação por meio de treinamentos é essencial, pelos motivos:

  • Aprende-se a usar em profundidade as ferramentas contratadas
  • Existe uma bagagem teórica fundamentando as decisões na análise
  • Poupa-se tempo aprendendo durante o processo o que poderia ser aprendido em um treinamento
  • Aprende-se o que há de mais moderno nas práticas de análise da concorrência

Sendo assim, recomendamos fortemente que ao sua empresa decidir contratar uma ferramenta, que ela também some a isso um treinamento sobre as principais técnicas e processos.

Análise da concorrência segundo Porter

Porter foi o criador de várias metodologias para entendimento do cenário de uma empresa. Listamos aqui duas que merecem destaque no mundo da Inteligência Competitiva e análise concorrencial, por suas aplicações práticas e excelentes resultados.

5 Forças de Porter

5 Forças de Porter - Análise da concorrência

Amplamente utilizada nos cenários das consultorias estratégicas, as 5 Forças de Porter permitem visualmente compreender o cenário de uma empresa. As 5 forças são:

  1. Poder de barganha dos fornecedores
  2. Ameaça dos produtos substitutos
  3. Poder de barganha dos clientes
  4. Ameaça de novos entrantes
  5. Rivalidade entre concorrentes

Utilize as informações coletadas no processo citado acima para alimentar e gerar insights sobre as 5 Forças de Porter de sua empresa.

Four Corners Model

O Four Corners ou Quatro Cantos (em tradução direta) é uma ferramenta de análise preditiva criada por Porter para que as empresas busquem entender a direção pela qual os concorrentes estão indo.

O objetivo da ferramenta é entender o que motiva o concorrente a tomar determinada ação, diferente de outras abordagens, que focam na estratégia da própria empresa.

Ao aprofundar nas questões da outra empresa, busca-se levar em consideração a cultura, perfil dos profissionais, tipo de comportamento na tomada de decisão, entre outros fatores. Todos esses pontos pela perspectiva da empresa concorrente!

Ela está divida em 2 tipos:

  • Motivação
  • Ação

Dentro de Motivação temos:

  • Drivers (algo que leva a uma ação)
  • Premissas da gestão

Em Ação temos:

  • Estratégia
  • Capacidades

Four Corners - Análise da concorrência

Essa metodologia é muito poderosa quando validada por uma dinâmica do tipo Business War Games.

Conclusão

Com o passo a passo ensinado para realizar a análise da concorrência e seu acompanhamento, é possível começar a estruturar um processo básico de Inteligência Competitiva em sua empresa.

Pode parecer simples, mas o fluxo informacional gerado por esses alertas será de relevância para sua empresa, especialmente se ela não possui nenhum processo estruturado ainda.

Naturalmente esse processo de análise pode melhorar com o investimento em ferramentas de nível mundial, como as citadas acima.

Recomendamos que sua empresa não fique apenas no que foi ensinado, mas que busque desenvolver novas competências em Inteligência Competitiva por meio de treinamentos, consultorias, outsourcing e dinâmicas.

Caso tenha surgido alguma dúvida ou você queira conhecer mais sobre a análise da concorrência, entre em contato conosco, será um prazer ajudar sua empresa a se posicionar à frente do mercado.

Todas as organizações compram, produzem, atendem, vendem, enfim, geram quantidade de dados incalculáveis. Transformar esses dados em informações é um gargalo que muitas empresas enfrentam.  Porém, ocorre ainda que muitas decisões são tomadas tendo como pano de fundo somente o “feeling”, em especial quando as empresas não realizam o monitoramento de ambiente de negócios.

Concordamos que vários casos a experiência e o conhecimento sobre o negócio devem ser considerados, mas quando apoiados devidamente com dados e informações relevantes suas chances de sucesso aumentam consideravelmente.

Conversando com alguns gestores de várias empresas de diversos segmentos e portes de empresa, chegamos à conclusão que dentre todas as alternativas, àquela que houve maior ênfase foi a dificuldade em encontrar pessoas que possuem competência analítica. “Essa competência está relacionada a um olhar mais estratégico”, admitiram eles.

Em grande parte, esta falta de controle dos dados de uma companhia se deve pelo pouco conhecimento dos profissionais em técnicas de análises (advanced data analytics) e ao uso de soluções pouco intuitivas.

Este olhar estratégico está relacionado com a capacidade do gestor em avaliar possíveis cenários futuros, advindos de suas decisões. Ocorre que, para se ter uma certa dosagem de previsibilidade são necessários outras informações e dados que estão fora do contexto em que a empresa opera (informações sobre concorrência, mercado – clientes e fornecedores, dados e informações setoriais, econômicas e em alguns casos de outros setores).

Toda essa riqueza informacional produz insights que quando aliados à capacidade de assumir determinados graus de riscos (feeling) pelo gestor, acontece então uma tomada de decisão mais assertiva, quanto das oportunidades de negócio quanto a sua performance empresarial.

O monitoramento de ambiente de negócios é muito mais que tecnologia

O constante monitoramento do ambiente empresarial vai muito além de instalar ferramentas e configurar níveis de alerta, são necessários construir dentro dessa perspectiva o que realmente faz sentido ser monitorado, sua frequência e profundidade.

É necessário ter muita documentação, acesso a diversas fontes e gente preparada nos processos relacionados à operação, para que em tempo real consigam avaliar os impactos sobre o negócio.

Não tem mistério: decisões necessitam de informações que nem sempre estão disponíveis facilmente!

Porém é aí que muitos gestores ficam sem ação. Afinal, contratar uma ferramenta é simples, encontrar os profissionais para operá-las a um nível de excelência é uma tarefa de extrema dificuldade. Quantos projetos nas empresas não nascem mortos por falta de profissionais com as competências certas para conduzi-los?

Outro problema que as empresas brasileiras enfrentam é o baixo grau de produtividade. Um gestor que não possui o conhecimento das atividades realizadas por um subordinado corre o risco de não conseguir mensurar se as mesmas são executadas em um nível ideal de velocidade. Isso impacta no custo, nos produtos gerados e na credibilidade da área.

Dentro dessa perspectiva empresas buscam soluções customizadas e serviços de outsourcing voltados para área de inteligência competitiva. Afinal, por meio do outsourcing se terá a certeza de que os resultados serão entregues e que profissionais de ponta estarão operacionalizando as atividades.

Conclusão

Nossa experiência é que as empresas fracassam no monitoramento de ambiente de negócios pela falta de profissionais capacitados. Suprir essa demanda está cada dia mais difícil, dada o despertar das empresas de diversos ramos para as atividades de Inteligência.

Apesar disso, não é necessário se desesperar, existem empresas que agregam profissionais com o perfil ideal para tais projetos, podendo sua empresa recorrer ao outsourcing como estratégia de monitorar o mercado, muitas vezes até a preços mais baixos do que contratando uma equipe.

Se você ficou com alguma dúvida ou curiosidade sobre o processo de outsourcing, recomendamos que entre em contato conosco para batermos um papo.

A chegada de diversas ferramentas tecnológicas têm facilitado e muito a tomada de decisão nas organizações. É possível dizer que os gestores já não se sentem tão solitários no processo decisório, pois se amparam em tecnologias e metodologias como BIs, portais internos de comunicação, análises preditivas, entre outras.

Segundo essa pesquisa realizada em 2016, nas quais mais de 2000 empresas participaram, foi perguntado para quais delas a importância da coleta e uso de dados para tomada de decisão era de alta significância em 2016 e em 5 anos seguintes. O resultado foi o seguinte:

Tomada de Decisão nas Organizações Como reduzir a solidão do gestor pesquisa

Podemos considerar que em 2021 teremos um cenário decisório totalmente diferente do que encontramos hoje nas empresas. Estamos falando de uma verdadeira revolução e o protagonismo de profissionais da informação nos principais processos decisórios de todos os setores da economia.

Percebemos por meio da pesquisa que tomar decisões baseadas em feeling estará cada vez mais fora de moda, pelo fato de não fazer mais sentido correr os riscos de negligenciar informações disponíveis no momento de uma determinada decisão.

O gestor solitário

Você já ouviu falar daquele sujeito que não pode contar com ninguém na hora de uma difícil decisão? Isso ainda existe nas empresas, provavelmente sempre irá existir, mas esses momentos de extrema solidão podem ser reduzidos a muitos menos com a implantação de processos de Inteligência Competitiva.

Ao invés de tomar a decisão sozinho, o gestor poderá contar com um profissional ou equipe, dependendo do tamanho da empresa, para solicitar informações dos trabalhos conduzidos de mapeamento de mercado. Com isso em mãos, ele pode tomar a decisão de forma mais segura.

Esse cenário só não é mais frequente nas empresas pelos seguintes motivos:

  • Existe baixo conhecimento sobre o que um profissional de Inteligência faz
  • Existem poucos profissionais disponíveis e preparados no mercado
  • O custo para se ter profissionais desse tipo pode ser caro

Para a primeira questão, é necessário que os gestores se inteirem do assunto e patrocinem internamente iniciativas de Inteligência. Para a segunda, pode-se ir pelo caminho de treinar internamente ou contratar um consultoria. Para a terceira questão, a consultoria também é uma solução, por entregar sob demanda o que a companhia precisa.

Seja qual for a opção escolhida, é importante antecipar os movimentos do mercado e preparar a sua empresa para os desafios de médio prazo que irão surgir. Informação já é o principal ativo de qualquer grande empresa em qualquer ramo de atuação.

Maneiras de tomar decisão nas organizações

Além do fator do profissional de Inteligência, a fim de refletir sobre o processo decisório, apresentamos 4 maneiras de tomar decisão nas organizações, apresentados por Patterson, Grenny, McMillan, e Switzler:

  1. Comando: Decisões são tomadas sem nenhum envolvimento de terceiros
  2. Consulta: Solicita opinião de outros
  3. Voto: Discute opções e depois recorre-se ao voto
  4. Consenso: Conversar até que todos concordem com todos

1. Decisão por Comando

Essas são as famosas decisões solitárias. Em geral o executivo não deve se colocar nessa situação sem que o contexto exija esse tipo de atitude. Quando possível, a decisão deve ser tomada em conjunto com outros profissionais, com visões diferentes e de diferentes backgrounds, reduzindo assim o risco da decisão.

2. Decisão por Consulta

Esse é o modelo que pode substituir em muitas vezes a decisão por Comando. É o modelo ideal e que faz uso das informações disponíveis dentro do ambiente da empresa.

3. Decisão por Voto

Modelo adotado em alguns tipos de empresa e formatos de gestão, é o modelo que não responsabiliza o grau mais alto da hierarquia. Na verdade, muitas vezes empresas que recorrem a esse tipo de modelo não possuem uma hierarquia muito rígida.

4. Decisão por Consenso

Formato de decisão que também não responsabiliza um indivíduo, o que para a maioria das organizações pode não ser interessante. Pode ser aplicável a conselhos éticos ou para tomar decisões bastante nebulosas, em que a discussão até a exaustão é necessária.

Conclusão

Existe um movimento forte em empresas de todos os ramos para a adoção de decisões baseadas em dados internos e externos. A evolução nesse sentido está mais relacionada ao fator dos dados externos, que estão se tornando mais acessíveis de serem coletados.

O papel do gestor é preparar sua empresa para essa movimentação que está acontecendo, em especial conscientizando os demais membros da empresa de que é importante ter profissionais, equipes ou consultorias de Inteligência Competitiva atuando para facilitar a tomada de decisão nas organizações.

Tais equipes podem conter profissionais dos mais variados tipos, desde coletores até Cientistas de Dados, que irão validar as informações coletadas e transformá-las em produtos de Inteligência.

Caso você tenha interesse em melhorar a tomada de decisão na sua empresa entre em contato conosco. Possuímos treinamentos e metodologias de suporte à decisão que irão permitir que sua empresa alcance novos patamares.

A busca pelo profissional de Inteligência Competitiva nunca foi tão grande. A preocupação das empresas com a capacidade de lidar com as diversas fontes de informação disponíveis e usá-las estrategicamente e taticamente fazem total sentido agora que ter acesso a elas é algo de relativa simplicidade.

Apesar da facilidade em ter acesso às informações, muitas empresas ainda encontram extrema dificuldade quando o assunto é capital humano. Seja capacitando internamente ou buscando no mercado, existe um déficit de profissionais preparados para atender as demandas imediatas das empresas.

A falta da expertise por parte das empresas em estruturar processos de Inteligência também piora a situação, pois muitas partem do zero quando decidem contratar profissionais com esse objetivo. Apesar disso, muitas empresas possuem redes informais de Inteligência Competitiva operando, o que não nos permite dizer que essas empresas são ignorantes quanto à questão.

Talvez por essas dificuldades, algumas empresas optem pela contratação de consultorias, o que supre em muitas situações as demandas de Inteligência da corporação. Em alguns casos, ainda é interessante que haja um profissional dedicado do lado da empresa intermediando e coordenando a comunicação entre os departamentos clientes e a consultoria, alinhando assim as expectativas e entregas.

Sendo assim, refletir sobre o perfil ideal do profissional de Inteligência Competitiva é de extrema importância para as empresas que desejam ter bons resultados com essas iniciativas internas. Antes de mais nada, é importante definir que é o profissional de IC e o que não é.

Diferentes profissionais, diferentes resultados

Para entender o que é Inteligência Competitiva e seus conceitos, recomendamos que leia este artigo. Entendendo o conceito e os resultados esperados de um processo de Inteligência, podemos afirmar que os seguintes profissionais não estão alinhados com esses propósitos, por atuarem de formas diferentes:

Profissional de Pesquisa de Mercado

Este profissional é aquele que planeja, coordena e realiza pesquisas primárias, abstraindo deles insights importantes para as organizações.

Os resultados levantados por esse profissional podem ser de grande valia para uma estrutura de IC. Dada a natureza de baixa incerteza da pesquisa de mercado, a mesma pode ser importante em alguns processos e questões. Porém, dado ao alto custo de operacionalização, nem sempre é razoável utilizá-la.

Profissional de Business Intelligence

Em geral esse profissional é aquele que lida com certa quantidade de dados internos da organização, buscando analisar resultados de todas as naturezas, a fim de otimizar o desempenho da organização, podendo atuar em diversos departamentos de empresas que possuem alto grau de informatização.

É geralmente por meio de dashboards que tal profissional expressa as informações de suas análises, precisando portanto ter uma certa bagagem tecnológica e de negócios em sua formação ou capacitação.

Como as informações tratadas são, na maioria das vezes, de fatos passados, elas ajudam a compor as informações que alimentam a área de IC, mas não são suficientes para prover insights a respeito das movimentações do mercado.

Cientista de Dados

Termo guarda chuva que representa uma gama de profissionais, iremos considerar o Cientista de Dados aquele profissional que lida com grandes massas de dados de origem interna e externa da organização, utilizando modelos estatísticos para validar hipóteses sobre os dados.

Muitas vezes esse profissional faz uso de análises preditivas para prever curvas de crescimento, de demanda, etc., dando subsídios e segurança na tomada de decisão, gerando planos de ação importantes.

Essas análises são de extrema importância para as organizações, porém em geral respondem mais questões táticas do que estratégicas. Sem considerar que muitas vezes em suas análises o Cientista de Dados não terá informações primárias importantes coletadas com pessoas chave da indústria de atuação de uma determinada empresa. Essas informações não se encontram estruturadas e nem disponíveis abertamente.

É também importante ressaltar que times completos de Inteligência Competitiva possuem Cientistas de Dados como integrantes, pois existe a necessidade de informatizar e automatizar a coleta de dados.

Perfil do Profissional de Inteligência Competitiva

O profissional de Inteligência é aquele que coleta e analisa informações com o objetivo de facilitar a tomada de decisões estratégicas e táticas. Pode estar diretamente envolvido com atividades do planejamento estratégico empresarial. Quando em funções gerenciais, coordena equipes e altera processos para otimização dos resultados de Inteligência.

Sua formação pode ser das mais variadas, não existindo a nível de graduação curso que prepare um profissional para essas atividades. O que notamos é que existem características e questões que permitem que um profissional tenha sucesso na área:

  • Curiosidade
  • Facilidade para aprender
  • Domínio de línguas estrangeiras (Inglês e/ou Espanhol)
  • Gosto pela leitura e escrita
  • Conhecimento sobre negócios
  • Habilidade com tecnologia

Além dessas questões, existem princípios que precisam ser seguidos pelo profissional, especialmente no quesito da ética.

A SCIP (Society of Competitive Intelligence Professionals) possui um código de conduta, com os seguintes tópicos:

  • Continuamente buscar ampliar o reconhecimento e respeito pela profissão
  • Cumprir as leis aplicáveis, domésticas e internacionais
  • Divulgar todas as informações relevantes, incluindo a própria identidade e respectiva organização, antes de todas as entrevistas
  • Respeitar todas as solicitações de confidencialidade das informações
  • Evitar conflitos de interesse, no cumprimento de suas obrigações
  • Fornecer recomendações e conclusões honestas e realistas, no cumprimento de suas obrigações

O que recomendamos ao profissional interessado em trabalhar na área é que busque se especializar com treinamentos ou por meio de uma pós graduação, para que tenha os conhecimentos básicos sobre as formas de atuação e metodologias mais utilizadas.

A leitura é certamente uma das melhoras maneiras de aprender mais sobre área, porém está em boa parte na língua Inglesa, o que reforça a necessidade do domínio de uma segunda língua, pelo menos.

Conclusão

O profissional de Inteligência Competitiva não pode ser confundido com outros que possuem algumas características similares de atuação. Na verdade, muitas vezes esses profissionais, como apontamos acima, ajudam no processo de Inteligência, mas não exploram o tema com profundidade.

É importante que as empresas que estão iniciando suas atividades em Inteligência não confundam as terminologias ou resultados esperados. Por mais trivial que isso possa parecer, iniciativas promissoras deixam de resolver problemas reais em empresas pela confusão do que cada profissional faz, gerando descrédito e desperdício de dinheiro.

Sendo o profissional de Inteligência alguém que zela pela ética profissional, é importante que o mesmo siga as recomendações da SCIP, a fim de preservar seus clientes e os profissionais que também atuam no mercado.

Gerir o fluxo de informações em uma empresa é atividade de extrema complexidade, mesmo com as diversas tecnologias e metodologias de apoio à questão. Por mais que se esforce, um gestor possivelmente irá se deparar com informações ultrapassadas, dada a velocidade de mudança que é imposta hoje às empresas de modo geral. Ter uma sistemática informacional bem desenhada e aplicada é a solução para esse problema.

Em relação ao ambiente externo, fazer o levantamento e alinhamento das informações do micro e macro ambiente se mostra verdadeiramente desafiador, em especial pela miríade de soluções ofertadas com o objetivo de simplificar uma questão que está longe de ser simples.

Quando tudo passa a ser relevante (ou quando existe dúvida do que é realmente relevante) no processo de Inteligência Competitiva, então a dificuldade em acompanhar a dinâmica do mercado cresce ainda mais.

A capacidade de priorização ainda é um dos principais fatores para o sucesso de uma iniciativa de IC, não apenas por selecionar o que coletar, mas por saber também o que rejeitar. É nesse contexto que o uso dos KITs (Key Intelligence Topics) e KIQs (Key Intelligence Questions) se faz necessário.

KITs: Key Intelligence Topics

Conceito criado por Jan Herring, acadêmico estudioso da Inteligência Competitiva, os KITs são uma adaptação para o mundo corporativo dos NITs (National Intelligence Topics), conceito desenvolvido pelo acadêmico nos anos que trabalhou para o governo norte-americano.

De simples entendimento, mas de difícil aplicação, os KITs norteiam toda a sistemática de Inteligência Competitiva de uma empresa. A sua concepção acontece durante as entrevistas na etapa de Identificação das Necessidades, em geral com os consumidores finais dos produtos de Inteligência ou com aqueles que possuem maior entendimento do mercado a ser estudado.

Jan Herring classifica os KITs em três categorias, que são:

  1. Decisões e ações estratégicas
  2. Aviso prévio (early-warnings)
  3. Descrição dos principais players do mercado

A partir da identificação, poderão surgir uma quantidade impraticável de KITs, que deverão ser ordenados em formato de maior relevância para o contexto ou também por fatores como facilidade de acesso às informações, entre outros, dependendo da situação.

Se fôssemos fazer um mapeamento sobre o mercado de compra de veículos, como exemplo, poderíamos ter como KITs:

  • Principais fabricantes
  • Principais empresas compradoras
  • Dinâmica de custos do mercado
  • Exportação de veículos

A lista poderia se estender bastante, em especial durante o processo de entrevista, já que é natural que o entrevistado considere tudo como relevante e importante de ser mapeado. Cabe ao profissional de Inteligência dar peso a cada KIT a fim de mantê-lo em sua lista ou então removê-lo.

KIQs: Key Intelligence Questions

Os KIQs, que são o desdobramento dos KITs, são as perguntas chave que se faz para cada tópico. De acordo com o exemplo dado acima, sobre o mercado de compra de veículos, podemos ter os seguintes KIQs:

1. Principais Fabricantes

  • Quanto faturam?
  • Onde estão localizadas?
  • Qual a distribuição de seu portfólio?

2. Principais empresas compradoras

  • Quanto faturam?
  • Onde estão localizadas?
  • Quanto compram de veículo por ano?

3. Dinâmica de custos do mercado

  • Como é composto o custo de um veículo?
  • Quais os principais fornecedores de peças?
  • Qual a tributação para as peças importadas e nacionais?

4. Exportação de veículos

  • Quais os veículos de maior exportação?
  • Quais portos mais exportam veículos?
  • Quais os principais países importadores?

A partir dessas questões consegue-se mapear um mercado de uma maneira bastante eficiente, com o que for realmente relevante para o processo decisório. Assim como os KITs, o limite tanto da quantidade quanto da abrangência dos KIQs é o que fizer sentido dentro de cada contexto, de acordo com a mão de obra disponível, tempo para coleta de informações e a possibilidade de conseguir a informação desejada.

Conclusão

O processo de Inteligência Competitiva deve ser aquele que entrega as informações relevantes às pessoas certas, no momento certo e da maneira correta. Sendo assim, o uso dos conceitos dos KITs e KIQs é de extrema importância para o início dos trabalhos e para o resultado final, pois facilita sua organização e insere o decisor durante a construção do processo de Inteligência.

Quando os tópicos e questões não são alinhados corretamente com o consumidor da Inteligência, corre-se o risco da informação ser irrelevante, ou pior, atrapalhar o processo decisório ao invés de torná-lo mais fácil. Falha ou falta de rigor na construção dos KITs e KIQs levam a área de IC ao descrédito e podem ter consequências desastrosas para os profissionais envolvidos.

Caso queira aprender a implantar essa metodologia em sua empresa, entre em contato conosco.

Nenhuma empresa sobrevive por muitos anos sem entender como explorar com um certo grau de maturidade o mercado que a cerca. Acompanhar as variações e movimentações dos concorrentes, fornecedores e clientes é o que garante que as estratégias, criadas internamente, reverberem positivamente em um mercado cada vez mais competitivo. É nesse contexto que se faz uso das metodologias de Inteligência Competitiva ou Inteligência de Mercado.

Acompanhar todas as informações disponíveis não é possível, ou se for, tem um custo alto demais e dificilmente proverá resultados interessantes. Afinal, alguém precisará cruzar todas as informações a fim de entregar algum insight. Por esse motivo é preciso priorizar aquilo que é mais relevante. Porém, chegar no que é mais relevante nem sempre é tão óbvio quanto parece.

Fuld (2007) se referia à Inteligência Competitiva da seguinte maneira:

Inteligência é usar a informação de forma eficiente e tomar decisões com uma imagem menos que perfeita. É ver claramente sua concorrência, compreender a estratégia e agir antecipadamente com esse conhecimento. Se você é o primeiro a ver a imagem claramente, você percebe que está à frente do mercado e de sua concorrência.

Dentro dessa lógica da imagem menos que perfeita é reforçado o conceito de trabalhar com aquilo que se tem acesso ou que se terá um menor esforço para se conseguir, mas que de maneira eficiente, levará a bons resultados.

Em um clássico exemplo da explicação dos conceitos de Inteligência aplicada a negócios, faz-se alusão a um quadro sendo pintado por pinceladas. Aquele que enxerga antes dos demais concorrentes o quê está por vir, qual imagem aquele quadro irá se transformar, sairá na frente e obterá vantagem competitiva.

Origens da Inteligência Competitiva

A Inteligência Competitiva não é algo novo. Na verdade, em seu formato de aplicação mais primitivo, ela é um comando de Deus dado a Moisés no Antigo Testamento, em que Deus fala:

Envia homens para explorar a terra de Canaã, que eu hei de dar aos filhos de Israel. Enviarás um homem de cada tribo patriarcal, tomados todos entre os príncipes.

E certamente esse não foi o primeiro uso da busca por conhecimento em “mercados desconhecidos”. De origem militar, ela foi utilizada por muitas antigas civilizações com o objetivo de reduzir incertezas de batalhas que viriam, ou, baseado nas informações coletadas, batalhas que seriam evitadas.

Nos tempos mais modernos, a Inteligência Competitiva tem suas origens nas práticas e conhecimentos da Inteligência militar e governamental. Muitos pioneiros em Inteligência vieram de diversas organizações governamentais. Esses profissionais trouxeram uma série de conceitos e insights que foram refinados ao longo dos séculos. (Prescott e Miller, 2001)

Linha do tempo Inteligência Competitiva

Linha do tempo da Inteligência Competitiva

Ética e Legalidade

Apesar de sua origem militar, é importante entender que não se utiliza no mundo empresarial todo o ferramental aplicado pelas agências de Inteligência militares e governamentais, já que em muitos casos, faz-se uso de métodos considerados anti éticos e que são desnecessários para a finalidade buscada, que é obter vantagem competitiva.

É possível, sem sombra de dúvidas, alcançar as informações necessárias sem ferir algum código de conduta ou lesar qualquer parte envolvida, considerando inclusive que agir de tal maneira é considerado crime.

Dumaine (1998) compara e sintetiza a Inteligência Competitiva à “arte de espionar legalmente os concorrentes”. Lopes (2010) diz:

[…] a Inteligência Competitiva (IC) tem como base o monitoramento de todos os componentes do ambiente organizacional (econômico, ambiental, sociocultural, tecnológico, político e mercadológico), por meio da coleta, análise e disseminação de informações, de maneira a detectar as oportunidades e ameaças advindas deste […] garantindo a longevidade da organização […]. Tem como premissa ser um processo ético e legal.

No passado, talvez pela escassez de informações disponíveis, fazia-se sentido a busca de informações por vias anti éticas, porém na Era da Informação, onde tantas informações se encontram a poucos cliques, a capacidade de priorizar e estabelecer processos de Inteligência é que tornam uma operação de coleta e disseminação da Inteligência realmente eficientes.

Ciclo da Inteligência Competitiva

O Ciclo de Inteligência, aplicado continuamente e adaptado à realidade de cada organização, é o alicerce para a construção de sentido das informações coletadas no meio interno e externo. Prescott e Miller (2001) definiram o ciclo em 5 etapas, que são explanadas por Faria (2016):

  1. Identificação das Necessidades: Nesta etapa se entende quais as necessidades da organização quanto às questões de IC.
  2. Criação da Base de Conhecimento: Etapa na qual é definida onde a informação será buscada e armazenada para posterior utilização.
  3. Coleta: Etapa onde todos os dados necessários para auxiliar a tomada de decisão são coletados. Busca-se atender às demandas identificadas na primeira etapa, priorizando os dados de acordo com sua relevância.
  4. Análise e Produção: Transformação dos dados coletados em Inteligência. É nessa etapa que os dados tomam sentido para a organização e os insights são gerados. Os produtos da Inteligência são produzidos nessa etapa e já estão prontos para disseminação.
  5. Disseminação: Etapa da entrega dos produtos de IC para os tomadores de decisão ou partes interessadas. É necessário nesta etapa adequar a disseminação à realidade de cada usuário final do produto.
Ciclo de Inteligência Competitiva por Prescott e Miller

Ciclo de Inteligência Competitiva por Prescott e Miller

Lopes (2016) estabelece o Smart Function – CI, com 6 etapas, explanadas por Faria (2016):

  1. Sensemaking e Benchmarking: Compreensão do ambiente no qual a empresa está inserida e quais as melhores práticas para coleta, ferramentas, tecnologias, produtos de Inteligência, estrutura e operação.
  2. Visão de Futuro: Estabelecimento dos objetivos de curto e longo prazo da operação de IC.
  3. Lógica Locacional: Definição da estrutura de operação da função de IC.
  4. Dimensionamento de Recursos: Após a definição de como será operacionalizada, é feito o levantamento de quais recursos serão necessários para o sucesso da operação.
  5. Produtos de Inteligência: É a etapa onde o fruto do planejamento e execução gera resultados para a organização e para a tomada de decisão.
  6. Estratégia de Disseminação: Definição dos melhores canais para distribuição da Inteligência dentro da organização, de acordo com cada perfil profissional em questão.
Ciclo de Inteligência Competitiva por Brenner Lopes

Ciclo de Inteligência Competitiva por Brenner Lopes

Tecnologias no Apoio à Inteligência Competitiva

Engana-se quem acredita que a Inteligência Competitiva é dependente ao uso de ferramentas como Big Data, BI, Data Analytics, entre outros. É verdade que em determinados momentos essas ferramentas podem auxiliar na construção de sentido e na captação de informações, porém por si só não são suficientes.

Com o potencial para serem usadas nos níveis Estratégico, Tático e Operacional, essas ferramentas citadas são verdadeiros curingas e não entregam valor sem a devida construção de sentido. Se as perguntas corretas não forem feitas, teremos então uma enorme quantidade de dados e uma falsa sensação de segurança para atuação.

Além disso, essas tecnologias, quando se trata de empresas de grande porte, estão sendo amplamente adotadas, como foi o caso do ERP há alguns anos no Brasil. Hoje já não conferem diferencial por si só na execução da Inteligência.

Sabendo das ressalvas que precisamos ter quanto ao uso indiscriminado da tecnologia (que fique claro, elas estão aí para nos ajudar), é necessário ter em mente o papel que elas podem conferir a uma função ou equipe de Inteligência. Segundo Lopes (2017), existem 4 finalidades nas quais as tecnologias podem auxiliar na execução da Inteligência Competitiva, que são:

  1. Aumentar a produtividade da equipe de Inteligência por meio da automação da coleta de dados, podendo assim o analista focar nas etapas que geram valor aos dados coletados, sendo esses as análises e recomendações.
  2. Apoiar nas análises, a fim de aumentar a qualidade das mesmas. Nesse caso trata-se de situações onde existe uma grande massa de dados a serem analisados.
  3. Na disseminação da Inteligência, apoiando o processo e sintetizando informações.
  4. No condensamento das informações de análises prévias já criadas, possibilitando a variação em visões distintas e alterando as variáveis cruzadas.

Podemos listar as tecnologias de maior relevância para a IC, não excluindo outras não citadas:

  • Ferramentas de acesso a publicações/notícias
  • Ferramentas de busca
  • Ferramentas de acompanhamento de sites de concorrentes
  • Ferramentas para centralização de informações coletadas
  • Big Data
  • Data Analytics
  • Data Mining
  • Data Warehousing
  • Redes Neurais
  • BI
  • GIS
  • CRM
  • Ferramentas de planilhas (Excel)
  • Ferramentas de apresentação gráfica (Power Point)

É importante citar que boa parte dos softwares utilizados para Inteligência Competitiva podem ser encontrados em versões open source, sem que haja a necessidade de investir em licenciamento. Tais soluções gozam de boa credibilidade e amplo uso por profissionais de diversas áreas, estando em par de qualidade ou muitas vezes superioridade com ferramentas pagas.

Para operações mais simples e sistemas menos robustos, é possível construir uma área de Inteligência usando poucas ferramentas, tais como o Excel, Google Alerts e Google News. O Excel servirá para organizar os dados coletados, Google Alerts para mapear acontecimentos de um determinado mercado e palavras-chave, além do Google News, para reunir as notícias de forma estruturada.

De acordo com o ciclo proposto por Prescott e Miller (2001), a tecnologia é passível de ser inserida em todas as etapas. Tendo em mente as 4 finalidades definidas por Lopes (2017), cabe à sua empresa entender quando é o momento de lançar mão desses recursos.

Produtos de Inteligência e Estratégias de Disseminação

Após a definição das prioridades, levantamento das informações e construção de insights, por fim se chega à etapa de realmente gerar valor à organização, que é na produção de produtos de Inteligência para o apoio aos usuários finais ou departamentos consumidores.

A lógica da divulgação deve sempre ser pensada como um funil. É preciso ter uma capacidade de síntese aprimorada, já que quem vai consumir os produtos não teve contato com a massa de dados e portanto se não for apresentado de forma coesa, os produtos perderão seu valor e deixarão de ser usados corretamente.

Funil da Inteligência Competitiva

A lógica da apresentação de dados deve ser a de um funil

Segundo Lopes (2017):

Produto de Inteligência é um ativo de informação de alto nível, capaz de suportar processos de decisões, que podem ter vários formatos, escopos, objetivos e serem disseminados de maneiras também diversas.

Sobre os formatos, podem ser:

  • Relatórios
  • Emails
  • Boletins
  • Blog posts
  • Vídeos
  • Mensagens de texto
  • Áudio

Pensando pela ótica do marketing, é preciso conhecer o consumidor final do produto de Inteligência e assim criar estratégias de tipos de produtos que atinjam o objetivo de informar. Não existe um padrão certo a ser adotado, especialmente pelo fato de cada pessoa ou departamento ter uma certa preferência de consumo. Para definir o modelo, é preciso realizar uma pesquisa interna a fim de entender o formato ideal para cada empresa.

Dependendo da frequência do envio dos produtos, é importante também alinhar o grau de complexidade para a criação de produtos de Inteligência. Existe realmente a necessidade de criar um boletim sendo que o mesmo conteúdo seria igualmente aproveitado se fosse gravado em áudio? É necessário fazer esses questionamentos, pois a agilidade com o qual a informação chega ao consumidor é também uma variável a ser considerada.

Uma das tarefas da área de Inteligência Competitiva é convencer quem recebe a informação. Para isso, independente do meio, utilize as melhores práticas de comunicação. Se o meio for escrito, faça uso de gráficos, para sintetizar ainda mais as informações. Se for por vídeo, faça uma material de boa qualidade e faça uso do storytelling, demonstrando a construção do sentido, desde a coleta aos insights.

Se quem consome não entender que existe uma lógica por trás do que está sendo apresentado, a área de Inteligência cai em descrédito, decisões deixam de ser tomadas com base nessas informações e a empresa não alcança vantagem competitiva.

Conclusão

A Inteligência Competitiva é uma atividade iniciante para a maioria das empresas no Brasil, seja por falta de mão de obra qualificada, seja pelo não entendimento da alta direção do valor que a sistemática pode trazer à empresa.

Podendo ser aplicada em qualquer empresa, de qualquer porte, os resultados esperados são sempre animadores. Independente do orçamento ou ferramentas, o mindset trazido pela sistematização do conhecimento por meio da coleta, reflexão e geração de produtos é o que agrega valor ao negócio.

O profissional especialista em IC tem a capacidade de trazer insights sobre tendências, inovações, movimentações de concorrentes, problemas internos a serem sanados, entre outras questões, por meio de seus estudos. Não existe empresa que pode ser dar ao luxo de descartar valiosas informações.

Olhando o macro cenário, devemos pensar em Inteligência Competitiva como algo de interesse nacional, já que as empresas brasileiras já não concorrem apenas com outras empresas brasileiras. A maioria dos setores estão sendo impactados diretamente por questões globais e é papel das empresas se defenderem dessas ameaças.