Essa foi mais uma constatação da equipe de analistas da Nous SenseMaking, consultoria especializada em Inteligência e Estratégia, ao analisar os dados do ensino superior no Brasil. Foram analisados 373 cursos distintos ofertados em cursos presenciais no Brasil entre 2011 e 2014, e destes, apenas 5 cursos foram considerados de alto crescimento, em termos de matrícula, enquanto 22 cursos foram considerados com de alta retração.

Utilizamos novamente a metodologia do estudo “Demografia das Empresas” do IBGE, que classifica como empresas de alto crescimento aquelas empresas que tiveram crescimento médio de pessoal ocupado assalariado igual ou superior a 20% ao ano, por um período de três anos.

A Nous SenseMaking, adaptou a metodologia, visando identificar quais eram os cursos de Alto Crescimento no Brasil, e criou o conceito de “Alta Retração”, que são os cursos com variação superior a -20% por três anos consecutivos. Para isso utilizou a quantidade de matrículas por curso do Censo da Educação Superior do MEC, entre 2011 e 2014, sendo este o último ano com dados disponíveis. Considerou apenas os cursos presenciais, de Bacharelado, Licenciatura e Tecnológico, nos níveis acadêmicos de Graduação e Sequencial.

Optou-se ainda por considerar a “Área Detalhada da OCDE” como “Curso”, e assim não incorrer em especificidades em termos de nome de cursos, uma vez que a descrição da “Área Detalhada da OCDE” permite um bom entendimento de qual formação está sendo ofertada.

O estudo mostrou haver 5 cursos de “Alto Crescimento” no Brasil. Esses cursos apresentam variação percentual acima de 20% por três anos consecutivos, sendo 3 destes da área de Engenharia. Os cursos Engenharia Civil, Engenharia Bioquímica, Rádio e Telejornalismo, Estudos de Energia e Engenharia Física, apresentaram essas características, e podem ser considerados os mais dinâmicos, pois indicam quais as preferências dos jovens e quais áreas do conhecimento tem atraído mais estudantes, logo, os novos profissionais.

A equipe da NOUS SenseMaking também identificou cerca de 20 cursos, que em apenas um período não tiveram variação percentual acima de 20%, mas tiveram nos outros dois períodos, como é o caso dos cursos de Engenharia Mecânica, Tecnologia em Desenvolvimento de Softwares, Manutenção Aeronáutica, Engenharia Biomédica e Engenharia Aeronáutica, com 120.347, 4.578, 1.251, 1.053, e 950 matrículas em 2014, respectivamente.

Os cursos de Direito, Administração e Pedagogia podem ser considerados os maiores cursos em 2014, devido a quantidade de matrículas, porém não apresentaram crescimento acima de 20% em nenhum período. Dos cursos identificados como de “Alta Retração”, três não registraram matrículas em 2014 e dada a involução em termos de matrículas desses cursos (22 no total) eles tendem a ser encerrados ou substituídos por cursos com temáticas e conteúdos mais aderentes e robustos.

A equipe da NOUS SenseMaking também analisou quais os cursos de “Alto Crescimento” e de “Alta Retração” por estado. Foram identificados 133 cursos de “Alto Crescimento” e 116 cursos de “Alta Retração” entre os estados brasileiros. Entre os estados com maior quantidade de cursos de “Alto Crescimento” estão o Ceará, o Mato Grosso, o Amapá e Goiás, com 16, 9, 7 e 7 respectivamente. Entre os estados com maior quantidade de cursos de “Alta Retração” estão os estados da Região Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e São Paulo, com 15, 12, 10 e 9 cursos respectivamente.

Ao fazer as análises por curso e estado, se identifica como cursos de “Alto Crescimento”, Engenharia Civil em 15 estados, Engenharia de Produção em 8 e Engenharia Mecânica em 7 estados. Em contrapartida, os cursos de Comunicação Social (redação e conteúdo), Administração em Marketing, Formação de Professor de Enfermagem, Gestão do Comércio, Secretariado, Secretariado Executivo, Tecnologia em Açúcar e Álcool e Turismo foram identificados como de “Alta Retração” em cerca de 5 estados, e 3 estados os demais cursos, respectivamente.

Esses dados apontam quais cursos estão crescendo e qual a magnitude desse crescimento, além dos territórios onde esse fenômeno é mais destacado; sendo verdadeira também a perspectiva contrária, ou seja, onde e quais são os cursos de maior retração de procura.

Mostram ainda que existe um grupo de cursos que poderiam ser chamados de “tradicionais”, que apesar de não apresentarem “Alto Crescimento”, também não apresentam decrescimento destacado e possuem uma grande quantidade de alunos historicamente interessados em cursá-los, movimentando um grande grupo de clientes. Esses resultados podemo apoiar várias decisões estratégicas das empresas do setor de educação; trazem também, juntamente com os resultados de outros estudos, uma perspectiva nítida de que as regiões historicamente menos desenvolvidas do país parecem representar a nova faceta do seu ciclo de desenvolvimento econômico.

Essa foi a conclusão que a Nous SenseMaking, consultoria especializada em Inteligência e Estratégia, identificou ao analisar os dados do ensino superior no Brasil. A equipe da Nous SenseMaking analisou 2.564 IES (Instituição de Ensino Superior) distintas que ofertaram cursos presenciais no Brasil entre 2011 e 2014, e destas, cerca de 4,33% são IES de alto crescimento, em termos de matrícula.

A Nous SenseMaking utilizou a metodologia do estudo “Demografia das Empresas” do IBGE, que classifica como empresas de alto crescimento aquelas empresas que tiveram crescimento médio de pessoal ocupado assalariado igual ou superior a 20% ao ano, por um período de três anos. A Nous SenseMaking adaptou a metodologia para as IES e utilizou a quantidade de matrículas por curso do Censo de Educação Superior do MEC, entre 2011 e 2014, sendo este o último ano com dados disponíveis. Foram considerados apenas os cursos presenciais de Bacharelado, Licenciatura e Tecnológico, nos níveis acadêmicos de Graduação e Sequencial.

Ao todo, foram identificadas 111 IES em todo o Brasil que tiveram crescimento do número de matrículas acima de 20% por três anos consecutivos. Os estados de São Paulo (18,02%), Minas Gerais (10,81%), Bahia (7,21%), Paraíba (7,21%) e Rio Grande do Sul (7,21%) representam cerca de 50% do total de IES de alto crescimento e podem ser considerados os mais dinâmicos, por possuírem a maior quantidade de IES com essa qualificação. A maior parte dessas IES são privadas, cerca de 90%, com destaque para o estado de Santa Catarina, com 3 IES de alto crescimento, sendo 2 públicas. As IES, Centro Universitário Anhaguera de São Paulo (SP), Faculdade Pitágoras de São Luiz (MA), Faculdade de Macapá (AP), Faculdade Nossa Cidade (SP), Faculdade Maurício de Nassau de João Pessoa (PB) e Faculdade de Divinópolis (FPD – MG), foram as seis maiores IES em número de matrículas, tiveram mais de 7.000 matriculados em 2014 e representaram 0,96% do total.

A Nous SenseMaking também identificou que as 40 maiores IES em termos de matrículas não eram de alto crescimento, mesmo representando 24,69% do total de matriculados em 2014. Isso não significa que estas IES não cresceram, mas sim que algumas cresceram menos de 20% ao ano entre 2011 e 2014. Dentre essas 40 IES, compostas por 19 privadas e 21 públicas, apenas uma IES privada de MG apresentou retração da quantidade de matrículas entre os anos analisados. As demais oscilaram com uma variação positiva em um ano e no outro uma variação negativa, ou cresceram acima de 20% em apenas dois anos.

Nossos analistas constataram que os estados da região Norte e Nordeste apresentaram a maior proporção de faculdades de alto crescimento em relação ao total de faculdades no estado, como é o caso da Paraíba, com 20% das IES sendo de alto crescimento. Esse fato é reflexo dos investimentos ocorridos no estado nos últimos anos, como o desempenho positivo de alguns setores chaves na economia da região. Também demonstra que quando os recursos são alocados da forma correta é necessário capacitar os trabalhadores para que estes possibilitem sustentáculo necessário à atração de investimentos. Os estados com maior participação de IES de alto crescimento em relação ao total são Paraíba, Acre, Amapá, Pará e Ceará, com 20%, 18%, 13%, 11% e 11% de representatividade, respectivamente.

A equipe de analistas da Nous SenseMaking também identificou que estados como São Paulo e Minas Gerais, que possuem a maior quantidade de IES de alto crescimento em termos absolutos não possuem a mesma representatividade em termos de IES de alto crescimento em relação ao total de IES, como é o caso da Paraíba. Estes estados estão entre os mais ricos e desenvolvidos do país. Uma justificativa pode ser que estes estados já tenham atingido patamares elevados de desenvolvimento e por isso não conseguem crescer em um ritmo mais elevado. Caso semelhante ao estado do Rio do Janeiro, com apenas 3 IES de alto crescimento, enquanto possui 145 IES e também é um dos estados mais ricos do país. A equipe de analistas da Nous SenseMaking conseguiu identificar ainda que os estados do Amazonas, Piauí, Roraima e Sergipe não apresentaram IES de alto crescimento.

Com essas informações é possível para o mercado prever quais áreas terão mais profissionais habilitados e em quanto tempo, além de identificar quais regiões e quais IES serão responsáveis por gerar esse novo grupo de profissionais. Em um cenário em que mão de obra capacitada é um fator de produtividade e inovação cada vez mais relevante, se antecipar aos concorrentes e conseguir atrair novos talentos emerge como um diferencial competitivo valioso.

Quantidade de IES de Alto Crescimento por Estado

Quantidade de IES de Alto Crescimento por Estado